Estratégias de SEO e Link Building9 min de leitura·

Primeiro link da página: por que o Google dá mais peso a ele

Uma patente do Google, um experimento com 4.225 links e um teste de US$ 50 mil apontam para a mesma regra de posição e clique.

Anderson Alves
Anderson Alves

Fundador da QMIX · SEO e link building

Primeiro link da página: mão sobre o mouse diante de um texto com links na tela do computador
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O primeiro link de uma página vale mais que os outros. Quem trabalha com link building repete isso há anos, quase como superstição: na QMIX, toda matéria publicada para cliente leva o link dele antes de qualquer outro, e a regra existe desde os primeiros pedidos. O que faltava era juntar as evidências em um lugar só. Elas existem, e vêm de três fontes que não conversam entre si: uma patente do Google, um experimento controlado de 2012 e um relato recente de testes em quinze sites.

Este artigo mostra o que cada uma diz, onde elas se confirmam e o que muda na prática para quem compra backlinks em portais de notícias ou cuida dos links do próprio site.

Em 2004, Jeffrey Dean e outros dois engenheiros do Google registraram a patente "Ranking documents based on user behavior and/or feature data", concedida em 2010 e conhecida no mercado como o modelo do "navegador razoável". O PageRank original tratava todos os links de uma página como iguais: o valor se dividia por igual entre eles. A patente substitui essa ideia por outra: cada link recebe um peso que reflete a chance de ser clicado.

O texto lista o que entra nesse cálculo. A posição do link, medida em relação à primeira tela visível: dentro do texto corrido, em uma lista, no rodapé ou na barra lateral. O tamanho da fonte da âncora. O número de palavras da âncora e o quanto elas são comerciais. Se o destino está no mesmo domínio da origem. Quantos links a página de origem tem. E o agrupamento por tema entre origem e destino.

Uma frase da patente resolve a dúvida do título. Em tradução livre: "links posicionados mais perto do topo de um documento têm probabilidade maior de serem selecionados do que links posicionados na parte de baixo". O documento também descreve de onde vêm os dados de clique: um navegador ou um "assistente de navegador" que registra as páginas acessadas e os links selecionados pelo usuário. A patente é de 2004; o Chrome foi lançado em 2008.

Duas ressalvas honestas. A patente expirou em março de 2025, e ter uma patente não obriga o Google a usá-la. Mas o modelo foi atualizado em uma segunda patente em 2016, e o próprio Google confirma em documentos públicos que usa sinais de comportamento na busca. É difícil imaginar que trate os links de forma mais ingênua do que tratava em 2004.

A teoria mais repetida contra links em páginas cheias é a da diluição: quanto mais links de saída, menos valor sobra para cada um. Em dezembro de 2012, Dan Petrovic, da Dejan Marketing, testou isso. A equipe conseguiu um link seguido, sem nofollow, em uma página do debian.org que tinha 4.225 links externos. Se a diluição funcionasse como se dizia, o valor recebido seria irrelevante.

Uma semana depois, a página de teste subiu ao terceiro lugar para o termo escolhido. Três meses depois estava em segundo, atrás de uma página com PageRank 4 em domínio de alta autoridade, e sem oscilar. O relato completo descreve o controle do experimento e a busca por links não intencionais, que não foram encontrados.

O resultado não diz que a diluição não existe. Diz que o link não recebe uma fração igual dividida por 4.225. Se o peso depende da probabilidade de clique, como descreve a patente, um link no meio do texto, com âncora relevante, continua valendo mesmo em uma página com milhares de outros. Os dois documentos, de 2004 e 2012, contam a mesma história por caminhos diferentes.

O teste de US$ 50 mil em quinze sites

A terceira fonte é mais recente e menos formal. Em 2026, um profissional que se apresenta como Digital Media Lab publicou no fórum BlackHatWorld o resultado de um ano de testes de links internos em quinze sites de conteúdo, os dele e os de amigos. O custo declarado passou de US$ 50 mil, entre assistentes, redação, especialistas e ferramentas. O relato foi lido e comentado no The Edward Show, e é dali que vêm os pontos abaixo. Vale a advertência: é um relato de fórum, sem revisão externa, e os números são do autor.

Os achados que ele considera mais importantes são cinco.

Não encontrou limite superior. Páginas com mais de vinte links internos no corpo não perderam posição; ele saiu de três ou quatro links por página para mais de vinte sem queda.

O link mais alto pesa mais. Ele numera os links internos na ordem em que aparecem, e o número um influenciou o ranking do destino de forma visível a mais que os seguintes. Não precisa estar na introdução; precisa estar antes dos outros.

Os cliques importam. Ele mediu os cliques de cada link interno e viu correlação clara com a melhora de posição das páginas de destino.

Bastam cinco links para indexar. Páginas com pelo menos cinco links de entrada e de saída pararam de aparecer como "rastreada, mas não indexada" no Search Console.

A similaridade vence a categoria. Escolher o destino pela proximidade de tema rendeu mais do que restringir a links dentro da mesma categoria ou tag. Abrir em nova aba ou na mesma não mudou nada.

O relato também fala em aumento de até 150% na receita por mil visualizações de anúncios depois da reestruturação dos links, o que é efeito de tempo de permanência, não de ranking, mas mostra quanto estava em jogo para o autor.

Onde as três fontes se encontram

A patente descreve um modelo em que posição e probabilidade de clique definem o peso. O experimento de 2012 mostra que o peso não é dividido por igual. Os testes de 2026 observam, em sites reais, que o link que vem antes e os links clicados movem mais o ranking. Nenhuma das três prova as outras, mas as três apontam para a mesma direção, e é raro ter isso em SEO.

O ponto que mais interessa a quem contrata publicações é o seguinte: em uma matéria com dois ou três links de saída, o que aparece antes recebe a maior probabilidade de clique e, portanto, o maior peso. Se o do cliente vem depois de um link para outro site, ele já começa em desvantagem.

A regra prática da QMIX existe por causa disso: o link do cliente é o primeiro link do corpo da matéria, antes de qualquer link externo, com a âncora combinada. Se a matéria precisa citar uma fonte, o Ministério da Saúde ou o IBGE, essa citação vem depois. Não é preciosismo; é a única posição em que o link do cliente concorre em vantagem pelo clique do leitor.

Ao contratar uma publicação em qualquer lugar, vale conferir quatro coisas na matéria entregue. Onde o link contratado está em relação aos outros de saída. Se está no texto corrido e não em caixa de "leia mais" ou rodapé, que a patente trata como posições de baixa probabilidade. Se a âncora tem poucas palavras e faz sentido no contexto, sem parecer anúncio. E se a página de destino tem relação de tema com a matéria, porque o agrupamento por tema também entra no modelo. O guia de escolha de âncoras para backlinks em guest posts detalha a parte da âncora.

Um detalhe do relato de 2026 conversa com o monitoramento que fazemos: se cliques contam, um link que ninguém clica em uma matéria que ninguém lê vale pouco, por melhor que seja a autoridade do domínio. Portal com audiência real e matéria bem posicionada dentro do site pesam mais do que a métrica de autoridade sozinha sugere.

Para o site do cliente, as mesmas fontes mudam a forma de organizar os links internos. O link interno mais importante de cada página deve ser o primeiro no corpo do texto, não o último parágrafo com "veja também". Páginas novas precisam de pelo menos cinco links apontando para elas, vindos de páginas já indexadas, escolhidas por proximidade de tema. E não há motivo para limitar a três ou quatro links por medo de diluição: o relato foi a vinte sem perda, e a patente nunca falou em divisão igual.

Os links de rodapé e de barra lateral continuam úteis para navegação, mas não devem ser a única ligação entre páginas importantes. O tratamento completo de arquitetura está em linkagem interna e como usar links internos para SEO; este artigo trata só da ordem e do clique.

Segundo a patente do Google de 2004, links mais próximos do topo têm mais chance de clique e recebem peso maior. O relato de testes de 2026 observou o mesmo nos sites testados: o primeiro link interno na ordem de aparição influenciou mais o ranking do destino. O Google não confirma publicamente a fórmula, mas confirma que usa sinais de comportamento.

Não na fração igual que se costuma dizer. No experimento de 2012, um link em página com 4.225 links de saída levou a página de teste ao terceiro lugar em uma semana. O peso depende da posição e da chance de clique, não de uma divisão igual entre todos os links.

O relato de 2026 não encontrou limite superior até mais de vinte links no corpo, sem perda de posição, e apontou cinco links apontando para a página como o mínimo para evitar problemas de indexação. O Google, nas práticas recomendadas, pede apenas que os links sejam rastreáveis e tenham âncora descritiva.

Conta, mas com peso menor. A patente cita rodapé e barra lateral como posições de baixa probabilidade de clique, ao lado de âncoras em fonte pequena ou com muitas palavras. Links dentro do texto, com âncora curta e relevante, ficam na faixa alta.

Fontes e referências

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Anderson Alves

Escrito por

Anderson Alves

Fundador da QMIX Digital · Especialista em SEO e link building

Empreendedor digital, fundador da QMIX e especialista em SEO e link building com mais de seis anos de experiência.

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