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SEO Técnico e Ferramentas7 min de leitura·

Medir leads, não cliques: 138 cliques e 36 pedidos em outubro

Para medir leads em vez de cliques, comparei o Google e os pedidos da QMIX Digital: 138 cliques e 36 pedidos em outubro, e só 12 pedidos com origem registrada.

Anderson Alves
Anderson Alves

Fundador da QMIX · SEO e link building

Notebook exibindo gráfico de linha e gráfico de pizza de visitantes
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Medir leads é o que separa um site que parece estar morrendo de um que está vendendo. O número que quase todo mundo acompanha é o clique do Google, e ele pode cair sem que a venda caia. Fui conferir isso nos dados do meu próprio site, o qmix.com.br, onde as vendas de backlinks acontecem, e o resultado é incômodo para quem vive de olhar o Search Console.

Em outubro, até o dia 26, as páginas de venda tiveram 138 cliques vindos do Google. No mesmo mês foram registrados 36 pedidos. Quem quer ver o que a loja vende pode abrir os pacotes de backlinks, e o restante deste texto mostra de onde vêm os números e o que eles não dizem.

O que circula sobre cliques e leads

Entre quem faz SEO, a conversa do momento é que as respostas de IA tiram clique do topo do funil, e que o tráfego cai enquanto os leads ficam estáveis ou até sobem. A explicação é que o leitor que só queria uma resposta some, e o que quer comprar continua clicando. Há também a sugestão de acompanhar leads, e não sessões.

É uma tese plausível, e eu não a trataria como fato. O que tenho para mostrar é o que aconteceu com o meu site, que tem um comportamento incomum: vende muito e quase não depende do Google para isso.

O que mostram os números do site de vendas

Entre maio e outubro, os cliques do Google nas páginas de venda caíram 81%, de 728 para 138. No mesmo período, os pedidos subiram de 12 para 36. Desde junho, o Google trouxe cerca de 150 a 190 cliques por mês a essas páginas, e os pedidos passaram de 10 para 36.

A leitura apressada seria dizer que o Google não importa para a venda. A leitura correta é mais modesta: o clique do Google, nesse site, não explica o pedido. Março teve um pico de 6.388 cliques que não investiguei, e nem ele se refletiu em pedidos.

Tirei da conta as páginas de ferramentas gratuitas, porque elas respondem por quase todo o tráfego do site e não vendem backlinks. Em maio, só a página de letras diferentes teve 60.758 cliques, e as ferramentas passaram depois para um subdomínio próprio, com 6.064 cliques em agosto, 15.206 em setembro e 6.497 em outubro até o dia 26. Eu não medi se alguém dessas visitas comprou depois, e não afirmo que sim. O estudo sobre ferramentas gratuitas e SEO mostra o que essas páginas rendem.

De onde vêm os pedidos

Aqui entra o ponto mais incômodo. De setembro a outubro foram 56 pedidos pagos, no valor de R$ 21.033. Desses, 21 eram de clientes na primeira compra, e nenhum veio de afiliado ou de indicação registrada.

Quando olho a origem que o cadastro do cliente guarda, o quadro é este: 6 pedidos de clientes marcados como vindos do Google, 6 como "outro" e 44 sem nenhuma origem registrada. Nos 156 clientes cadastrados desde setembro, 38 estão marcados como Google, 12 como "outro", 1 como indicação, e 105 ficaram em branco.

Ou seja, eu sei que o Google trouxe uma parte dos clientes novos, e sei que quase todos os pedidos não têm origem registrada. Não sei dizer se a maioria veio de conversa direta, de lista de preços enviada por mensagem, de cliente antigo que voltou ou de qualquer outro canal. Esse é o achado: o problema de medir leads é, antes de tudo, um problema de registro.

Há uma limitação extra. Os pedidos contados aqui são os do site, e os clientes mensais da QMIX Digital são faturados à parte, fora dessa tabela.

Medir leads no lugar de cliques: o que registrar

O que eu faria, e o que vou fazer no meu site, cabe em quatro itens.

Primeiro, guarde a origem em todo pedido e cadastro. Um campo preenchido pelo parâmetro de rastreio do endereço, ou pelo "como nos conheceu?" no checkout, já responde a metade da pergunta. O Google Analytics explica como coletar dados de campanha com endereços personalizados.

Segundo, conte contatos, e não só visitas. Clique no botão do WhatsApp, envio de formulário e pedido de orçamento são eventos que o Google Analytics registra com pouco trabalho, e são eles que se parecem com venda.

Terceiro, cruze por mês. A tabela deste texto leva meia hora para montar: cliques do Search Console de um lado, pedidos do outro. Se as duas linhas se movem juntas, o clique é um bom termômetro, e se não se movem, é só um número de relatório. Para ligar isso ao retorno do investimento em links, veja ROI de link building.

Quarto, separe o público. Visita de quem usa uma ferramenta gratuita e visita de quem quer comprar backlinks são coisas diferentes, e misturá-las faz o gráfico mentir. Visita que cresce sem que a venda acompanhe é o que chamo de tráfego de vaidade.

E a queda de cliques que ainda vale investigar

Isso não quer dizer que não se deva olhar o Search Console. Em outro estudo, com 35 sites, mostrei que o CTR cai de forma desigual conforme o tipo de busca, e que a queda de cliques costuma se concentrar em poucas consultas. Para um site que depende de busca, como um de clínica ou de comércio local, o clique continua sendo o início da venda.

A diferença está no uso. Para esses sites, o clique é um indicador de oferta de demanda. Para qualquer site, o lead é o resultado. Acompanhar os dois é o que evita o susto de olhar uma linha que cai e esquecer a outra, que sobe.

O que esta análise não prova

Esta análise mostra a relação, em um único site, entre cliques do Google e pedidos, e ela não prova que o Google seja irrelevante para a venda de backlinks. A tabela não separa quem pesquisou no Google e pediu depois por outro canal, caso comum em compra de serviço.

Os pedidos incluem todos os registrados no site, e não só os pagos, nos meses anteriores a setembro. A origem do cadastro depende de o cliente informar ou de o sistema registrar, e em 105 de 156 cadastros ela está vazia. O mês de outubro está incompleto nas duas colunas.

Também não tenho como separar o efeito de campanhas pagas, de e-mails e de conversas diretas, que acontecem fora do Google e podem explicar a alta de pedidos em setembro e outubro.

Perguntas frequentes sobre medir leads

O que é medir leads?

É contar os contatos e pedidos que o site gera, como cliques no WhatsApp, formulários e pedidos de orçamento, em vez de olhar só visitas ou cliques do Google.

Por que os cliques do Google caíram e as vendas não?

No meu site, os cliques de maio vinham em grande parte de visitas que não compravam. Quando elas saíram, os pedidos continuaram, porque os compradores chegam por outros caminhos que o Search Console não vê.

Como saber de onde vem cada cliente?

Registre a origem no momento do pedido ou do cadastro, por parâmetro de endereço ou por pergunta no checkout. Sem isso, qualquer conclusão sobre canal é palpite.

Posso confiar só no Search Console?

Ele mede o que acontece no Google e para por aí. Serve para ver impressões, cliques e posição, e precisa ser cruzado com pedidos ou contatos para dizer algo sobre venda.

Qual é o primeiro número que devo acompanhar?

O de contatos por mês, como cliques no botão de WhatsApp e envios de formulário. É o mais simples de registrar e o mais próximo da venda.

Fontes e referências

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Anderson Alves

Escrito por

Anderson Alves

Fundador da QMIX Digital · Especialista em SEO e link building

Empreendedor digital, fundador da QMIX e especialista em SEO e link building com mais de seis anos de experiência.

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